Terminei hoje de ver a trilogia Bourne. Comecei ontem. Apesar das cafonices hollywoodianas que estamos acostumados – perseguições de carros intermináveis, tiros que não fazem mal algum, socos na cara que não deixam marca, barba/bigode que não cresce mesmo quando o personagem principal não tem tempo de usar o barbeador, etc – gostei muito. No primeiro filme, somos apresentados a toda a atmosfera Bourne: a agência para qual ele trabalhava, a primeira namorada – que marca presença importante na série toda – depois da amnésia e o contexto em que se desenrola o enredo. Na “Supremacia”, a trama se complexifica, aparecem mais personagens, outros saem de maneira bem triste até, mas o filme se trata apenas de um trampolim para a última parte da série, o que fica claro lá pelo meio de O Ultimato Bourne.

O que achei mais interessante é que, na trilogia, os papéis de vilão e mocinho são repensados o tempo todo. Afinal, Jason Bourne só passou a ser mocinho, com todo aquele papo de regeneração e “quero me desculpar do que fiz” depois da amnésia; antes, era uma máquina de transformar pessoas aleatórias em pedacinhos. O programa que o contratou – e que posteriormente passa a persegui-lo – não é exatamente mau. Existe em sua estrutura uma polifonia de vozes, segredos que vão sendo desvendados e chefões que batem de frente uns com os outros baseados em seus próprios princípios e pontos de vista.
Resumind0, a trilogia Bourne, especialmente O Ultimato, é porcaria hollywoodiana de primeira. Imperdível para quem está sem planos e quer se divertir no cinema. Para fãs de James Bond, Ethan Hunt e Matt Damon.
